Uma solenidade com autoridades, empresários e políticos na manhã deste sábado (10) marcou a inauguração da ponte Octavio Frias de Oliveira, que liga a avenida Jornalista Roberto Marinho à marginal Pinheiros, na zona sul de São Paulo.
O nome da ponte homenageia o empresário Octavio Frias de Oliveira, da Folha, que morreu em 29 de abril de 2007 aos 94 anos. Estavam presentes o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP); José Roberto Marinho, que representou a família Marinho, das Organizações Globo; além de secretários de Estado e do município e vereadores. Abram Szajman, da Federação do Comércio do Estado de SP, representou os empresários,o governador José Serra(PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Como afirma Marilena Chauí (2001) do ponto de vista dos direitos sociais no
Brasil sempre houve um encolhimento do espaço público; do ponto de vista dos interesses
econômicos houve um alargamento do espaço privado Neste sentido retoma-se aqui a análise do modelo de economia centrado no mercado,
sob O signo do contrato mercantil, nesse movimento ideológico coloca-se a retomada de um
processo de acumulação de capital em que toda sociedade encontra-se regulada por modelos instituídos pelo Estado burguês, onde o autoritarismo social opera pela naturalização das
desigualdades econômicas e sociais (Chauí, 2001:15)
Entender como funciona a dinâmica da politica a quem interessa e a quem beneficia certas obras é entender que que o poder público no Brasil sempre governou para as elites, a capacidade de fluxo é de 4.000 mil carros por minuto,acaso a população pobre que anda de ônibus terá alguma vantagem nisso?A construção das linhas do Metrô de São Paulo começou em dezembro de 1968, com as obras da Linha Norte–Sul — hoje denominada Linha azul Em 1972 e temos apenas 61,3 km.
uma ponte que só priveligia o automovel já se mostrou ineficaz na cidade, Ela é um símbolo da insistência de favorecer uma pequena minoria. Em outra das alças de acesso da ponte estavam moradores que reclamam do custo da obra. Alguns representantes do movimento chegaram a levar faixa em que afirmam estar em curso uma "limpeza social" na região.Pensar o espaço público sob as mesmas do privado torna indesejável o convívio
com a diferença e com o conflito, visto que as normas da intimidade proíbem e
afastam o diferente, além de reduzir as relações sociais à repetição do mesmo. Por
isso se diz que quando o espaço público ( espaço da política) é tomado por relações
privadas e despóticas acabou-se a política e o espaço público foi corroído ( Milton Santos 2001:164).
Quando o interesse
particular subjuga os interesses coletivos, e a vontade de pequenos grupos hegemônicos são
impostas a outros grupos sociais indistintamente como uma regra do jogo social, existe a
necessidade de garantir a reconfiguração do espaço público como um espaço de todos
de interações coletivas e individuais, determinando assim esse espaço como um espaço de
sociabilidade e de bem comum.
João Filho,professor eventual da rede pública de São Paulo.
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