29 de abr de 2011

Requião não pode ficar mais uma vez impune!

No dia 25 de abril, o senador paranaense Roberto Requião (PMDB), protagonizou mais um episódio que revela o tipo de moral e de conduta política degradante que marcaram sua trajetória. Ao ser perguntado pelo repórter da rádio Bandeirantes, Victor Boyadjian, se abriria mão da pensão que recebe enquanto ex-governador, de R$ 24,1 mil reais, o senador roubou o gravador do jornalista e fez ameaças de agressão física contra ele. Esta atitude é reprovável e inaceitável. Não é a primeira vez que Roberto Requião se envolve neste tipo de episódio. Em 2004, agrediu o repórter do Jornal de Londrina e também lhe “arrancou” o gravador das mãos. Em outras ocasiões, ameaçou publicamente demitir trabalhadores que lutavam por melhores condições de vida, em 2009, a época governador, declarou na imprensa "Isso não é uma ameaça é um fato. Se houver greve, mando todos embora e abro rapidamente um concurso. Garanto que tem muitas pessoas querendo trabalhar". Desta vez, para tentar justificar sua conduta, o senador argumenta que há mais de 40 anos os ex-governadores do Paraná recebem esta pensão. “Estou usando essa pensão para pagar as multas que me foram injustamente impostas”, justificou. Apesar da demagogia e da “cara” popular, os dois últimos mandatos de Requião à frente do governo do Estado do Paraná favoreceram setores da burguesia que sempre financiaram suas campanhas. A reforma agrária não avançou, a maioria das promessas de melhorar as condições de trabalho dos servidores públicos não foram cumpridas, a condição dos serviços públicos (principalmente da saúde) não avançaram de acordo com as necessidades dos trabalhadores, o pedágio nas estradas não acabou e a criminalização da lutas do campo continuou. A aliança do PT com o PMDB garantiu ao primeiro partido diversos cargos no governo, em troca, a direção petista ofereceu o controle dos trabalhadores através dos sindicatos e da CUT do Paraná. Punição imediata Defendemos uma punição exemplar ao senador Roberto Requião. Este homem é um político de carreira, um burocrata do Estado, que sempre viveu e desfrutou dos privilégios do Estado. Foi deputado estadual, prefeito de Curitiba, governador por três mandatos e está no seu segundo mandato de senador federal. Requião não sabe o que é viver sem estar numa condição de poder, e se aproveita de sua condição privilegiada na sociedade, de burocrata do Estado, para oprimir trabalhadores e jornalistas. Chega de privilégios! Os trabalhadores, os cidadãos “comuns” são julgados por seus atos todos os dias, com os parlamentares e governantes não pode ser diferente. Não podemos aceitar uma atitude como esta de um parlamentar. A carreira política de Requião é a demonstração clara de como funciona o sistema eleitoral brasileiro, onde os partidos e candidatos burgueses, financiados pelos setores empresariais, investem milhões nas campanhas eleitorais para garantir a eleição de parlamentares e governantes. Quando eleitos, governam a favor da burguesia e contra os trabalhadores. Não temos nenhuma confiança nos parlamentares dos partidos burgueses, que são a ampla maioria e controlam o Congresso Nacional, não acreditamos na comissão de Ética do Senado composta por estes “senhores”, e tão pouco, no Presidente do Senado, José Sarney, que é do mesmo partido de Requião. Por isso propomos a mais ampla unidade das organizações dos trabalhadores pela cassação do mandato de Requião, a começar pelos sindicatos dos jornalistas de todo país. A impunidade contra este senador neste momento significa um ataque à liberdade de imprensa, visto que o jornalista agredido moralmente estava no exercício de sua profissão. Este não é um episódio isolado, Requião é apenas uma expressão de algo que vem se generalizando, a criminalização aos movimentos sociais tem aumentado assustadoramente no país e no mundo (como assistimos na Líbia), e tem sua expressão mais clara no caso dos treze ativistas presos e criminalizados por protestar contra o presidente norte americano Barack Obama no Rio de Janeiro. Abaixo as aposentadorias imorais aos ex-governadores A Constituição brasileira garante o “direito” à aposentadoria especial a ex-governadores. No Paraná, os ex-governadores e também as viúvas de ex-governadores, recebem um benefício de aposentadoria equivalente a R$ 24,1 mil reais por mês. Até mesmo o ex-governador Orlando Pessutti, também do PMDB, que ocupou o cargo por apenas nove meses em 2010, passou a receber o benefício especial em 2011. Estes “direitos especiais”, garantidos aos ex-governadores, revelam a natureza do Estado burguês, que garante diversos privilégios aos políticos de carreira que prestaram “bons serviços” à burguesia. Os inúmeros privilégios garantidos aos políticos e burocratas do Estado, são a garantia de uma condição social a estes senhores que nada tem haver com a vida do povo trabalhador. A verdade é que os “representantes do povo” não vivem como o povo trabalhador, e sim mais próximo do modo de vida dos ricos. Além dos privilégios, o Estado burguês é uma “fonte” inesgotável de corrupção e imoralidade. A prova categórica desta afirmação foram os aumentos salariais absurdos e imorais que os parlamentares votaram a favor deles próprios. No início deste ano, votaram aumentos de 62% para deputados e senadores, de 134% para presidente e 148% para os ministros de Estado. Os parlamentares aumentaram seus salários e o da presidente Dilma para R$ 27 mil reais, enquanto para os trabalhadores votaram um aumento pífio de apenas 6% no salário mínimo. Somos contra todos estes privilégios, que são parte da base material de toda a corrupção e imoralidade presentes no Estado burguês. Por isso defendemos o financiamento público de campanhas com igualdade para todos os partidos, direitos iguais na propaganda eleitoral e na imprensa, mandatos revogáveis a qualquer momento por iniciativa popular e salários dos parlamentares e dos membros de todas as esferas do poder público igual ao salário de um trabalhador qualificado. Abaixo as aposentadorias imorais aos ex-governadores! Defendemos a suspensão imediata das aposentadorias concedidas aos ex-governadores e as viúvas de ex-governadores de todo país, a começar pelo Paraná. Não podemos confiar nos deputados da Assembléia Legislativa do Paraná, que no dia 18 de abril, rejeitaram após votação em plenário, a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que propunha acabar com a aposentadoria vitalícia na Constituição do Paraná. Todas as organizações que representam os trabalhadores precisam se unir e manifestar repúdio a concessão destas aposentadorias.

Um comentário:

Joao Rocha disse...

Bom na minha opinião
Funk apresenta erradas atitudes para os jovens de hoje seguir como:Drogas
o uso de alcóol,gravidez,etc,etc.....E também é um Infortúnio, Você quer dormir de madrugada e seu visinho sem noção fica ouvindo funk no carro na maior altura e você não poder dormir em paz,você esta no ônibus e tem um cara ouvindo funk no celular sem fone de ouvido ou então você esta no seu andar no predio e os jovens estão fazendo uma reive no estacionamento.....
Nas letras é uma vergonha para a mulher,as letras só falam de partes intimas da mulher e do homem ,meu isso é uma putaria
isso é um Infortúnio....
E o mais engraçado tem meninas,garotas,mulheres e até criança menor de idade
que ouve......
Mas eu acho que cada um cada um
cada um tem seu gosto e também cada um tem que seguir o seu futuro do seu modo do seu geito e nós que não gostamos não temos que se entrometer porque a vida é deles e não a nossa...