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1 de jun. de 2008

LUCIANO HUCK !!!

Mas quem são os burgueses, afinal? Esse nome vem da palavra burgo. No período final da Idade Média, os burgos eram vilas, locais situados fora dos feudos, onde grupos de comerciantes e negociantes moravam e realizavam suas atividades. Assim, os burgueses passaram a ser identificados com os indivíduos que praticavam o comércio e ganhavam dinheiro. Em decorrência disso, com o desenvolvimento do capitalismo Industrial, a expressão "burguesia" passou a designar a classe dos ricos proprietários de indústrias e dos grandes negociantes. Tudo indica que, a partir do século 18, a maior fonte de riqueza era a propriedade dos meios de produção (fábricas e equipamentos) pelos capitalistas (aqueles que têm o capital, ou seja, o dinheiro para adquirir esses meios). Já a maior parte das outras pessoas da sociedade, que não tinham esses recursos, viam-se forçados a se empregar nas fábricas, vendendo seu trabalho em troca de um salário. Através do trabalho, os operários (também chamados de proletários) geram riqueza para os capitalistas. Estes, além de cobrir seus custos com a produção, também conseguem obter lucros através da mais valia.(O custo de manutenção da força de trabalho (operário, maquinas) constitui seu valor; a mais-valia é a diferença entre o valor produzido pela força de trabalho e o custo de sua manutenção). Segundo Adam Smith, o jogo econômico era regido pela lei da oferta e da procura. Dentro dessa lógica, ninguém - particularmente o Estado - deve interferir no mercado, onde vigora uma competição, em que os mais capazes obterão melhores resultados. A lei do mais forte ( Darwinismo social ) Depois que Darwin apresentou as suas teses a respeito do desenvolvimento natural do Homem e das sociedades, alguns grupos de cientistas e sociólogos levaram-nas muito “à letra” e, em certo sentido, de forma errónea. O termo “Darwinismo social”, divulgado em 1944 pelo historiador Richard Hofstadter (principalmente), traduziu-se numa tendência geral em analisar o ponto evolutivo das civilizações daquela época, relacionando o grau de desenvolvimento com a sua capacidade de adaptação, e, por conseguinte, a considerar a existência de sociedades fracas e sociedades fortes, sendo as primeiras subjugadas ao poder das outras. No fundo, é a conversão de uma teoria biológica numa doutrina social que assiste à sua aplicação no âmbito político. As conclusões desta mentalidade e ideologia extremista constituíram um retrocesso em todo o processo em vista à igualdade e liberdade dos povos, à sua própria auto determinação, e as suas consequências práticas foram dramáticas, uma mancha triste na História da humanidade. O programa CALDEIRÃO DE LUCIANO HUCK, e a apresentação do quadro SOLETRANDO, nos lembra este contexto (tantos outros são iguais). O garoto Éder Coimbra ganhou das outras duas finalistas, a Thafne Souza do Paraná de 12 anos e a Amanda Costa do Rio de Janeiro de 13 anos. Éder é de Minas Gerais e estuda em uma escola pública. Seu pai disse que são muito pobres e sobrevivem com cerca de 200 reais por mês. " Apesar das dificuldades para estudar, este é um exemplo de que, não importa se é escola pública ou particular, o aluno aprende, bastar querer". Este é um pensamento da ideologia burguesa o sistema capitalista exclui a maioria, quantos ganharam R$ 100.000,00 de prémio para aplicar na sua formação? e os demais brasileiros que não tem acesso a educação digna o que farão? continuam no farol vendendo bala ou catando no lixões frente aos nossos olhos resignados e omisso?. É claro que o Joaquim e Benício,(filhos do Huck com a ?apresentadora? Angélica) tem seus futuros garantidos. Não precisamos de migalhas queremos dignidade e no capitalismo isto é impossível pois é intrínseco do sistema a exclusão da maioria para favorecer uns poucos. Assistir ao documentário ILHA DAS FLORES. João Filho, professor da rede pública de São paulo.

31 de mai. de 2008

JORNADA DE HISTÓRIA.

Esta semana foi muito proveitosa, tivemos na universidade a jornada de história, que bom vê que existe muita gente boa pensando o mundo,pensando na possibilidade de um modelo de sociedade diferente da atual ( capitalista). A riqueza acumulada pelas 200 pessoas mais ricas do mundo mais que duplicou nos últimos quatro anos, alcançando mais de US$1 trilhão. Isto é mais do que a renda anual conjunta de metade da população do planeta, ou seja, 3 bilhões de seres humanos. (As contradições do sistema capitalista geram um processo de desigualdade social e económica que no caso brasileiro, se caracteriza por uma divisão estrutural e desumana). será justo que as pessoas pobres de países subdesenvolvidos, devem sofrer com as políticas que aumentam o desemprego, o analfabetismo, as doenças infecciosas e a taxa de mortalidade infantil? enquanto todo dinheiro fica concentrado nas mãos de uns poucos? (... A partir do surgimento da propriedade privada a história passa a ser marcada pelo confronto dos que detém a posse dos bens e as classes a eles subjugadas... Marx). A pobreza e o sofrimento em nosso planeta está aumentando. A UNICEF relata que de cada dois habitantes do planeta um vive com menos de US$2 diários. Um em cada três habitantes não possui acesso à energia eléctrica. Um em cada quatro vive com menos de US$1 por dia. Um em cada cinco não tem acesso à água potável. Um em cada seis passa fome. E o direito à vida como fica? a garantia das necessidades básicas para todos, alimentação (inclusive a água potável), vestuário, moradia (inclusive as instalações sanitárias e a energia eléctrica), assistência médica e educação. Esses direitos inatos transcendem à nacionalidade, ou seja, todos os seres humanos, nacionais ou estrangeiros, devem ter essas necessidades asseguradas,os seres humanos necessitam desses requisitos para a realização de suas potencialidades individuais, o desenvolvimento cultural e o atendimento de seus anseios mais profundos de auto-realização). O direito a um emprego digno, com salário justo, é também um direito humano fundamental. Os requisitos básicos não deverão ser oferecidos gratuitamente por qualquer órgão governamental( assistencialismo). Ao contrário, com os rendimentos de um salário decente as pessoas devem pagar esses bens e serviços. É uma responsabilidade dos governos, em todos os níveis, fomentar políticas que garantam o pleno emprego, oferecendo oportunidade aos trabalhadores de utilizarem suas múltiplas habilidades. O salário mínimo deveria se adequar o suficiente para permitir a aquisição dessas necessidades básicas da vida para uma família. Mais é a atitude materialista definida como: “Eu ganho, você perde”; ou mais corretamente como: “Desde que eu ganhe, não me importa o que acontecerá com você” – uma visão individualista que divide a sociedade e destrói as relações humanas o motor do sistema capitalista. Será que nós podemos mudar o mundo? Claro que sim! A famosa antropóloga Margaret Mead disse: “Nunca pense que um pequeno grupo de indivíduos altamente dedicados não pode mudar o mundo.Podemos sim desde que nos entendamos como sujeito e parte do processo. "(... A história de toda a sociedade até hoje é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, burguês da corporação e oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travaram uma luta ininterrupta, umas vezes oculta, aberta outras, uma luta que acabou sempre com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com o declínio comum das classes em luta)." A História tem na Luta de classes sua essência, por isso Marx afirma a necessidade do socialismo como saída para esse caminho em que o homem explora o homem.Foi muito bom encontrar o professor Wilson e beber um pouco da sua inteligência. Fonte:Após o Capitalismo: A Visão de PROUT para um Novo Mundo João Filho,professor eventual da rede pública de São Paulo.

25 de mai. de 2008

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES.

O Estado burguês desenvolveu vários tipos de regimes: a monarquia absoluta e as monarquias parlamentares, as repúblicas, as ditaduras (militares, onde o exército é a instituição chave, ou as fascistas, originadas pelos bandos armados). Por fim, as democracias burguesas, onde o parlamento é a principal instituição Em geral, há confusão entre o que são as liberdades democráticas e o que é o regime democrático-burguês e seus instrumentos de dominação e manutenção da propriedade.Essa “confusão” leva a enaltecer a democracia burguesa e a não vê-la como um dos principais instrumentos da elite para deter processos revolucionários. Trotsky diz que “para os operários, a redução da jornada de trabalho é a pedra fundamental da democracia, porque é a única forma possível de ter participação real na vida social do país”. (Escritos, T.II,Vol.1, p.43). Quando os trabalhadores conquistam o direito de organizar sindicatos e partidos, ou seja, o direito a se organizarem como classe, podemos afirmar que esse fato se constitui em uma conquista democrática, uma ampliação das liberdades dentro da sociedade. É claro que o modelo brasileiro é na sua essência burguês, afinal quem manda no país? Abílio Diniz, António Ermirio de Moraes? toda a corja do sistema financeiro? a família Marinho e Mesquita? ou mais uma meia dúzia do setor industrial?. Logo não podemos acreditar e legitimar esta balburdia. A democracia burguesa é o melhor regime para a burguesia, na medida em que permite que os distintos setores burgueses se alternem no controle do Estado sem apelar para a guerra civil. Mesmo assim hoje quero prestar uma homenagem ao senador Jefferson Péres (PDT), que num país onde a honestidade deve ser obrigação passa a ser virtude e motivos de louvor. Faleceu aos 76 anos na sua residência em Manaus estado pelo qual era senador. Jefferson Péres foi um político que sempre pautou suas ações pela defesa da ética. Como temos no congresso muitos picaretas (como afirmava LULA em seus melhores dias) faço uma pausa para esta pequena homenagem. E que não me arrependa de te-la feito João Filho. professor da rede pública de São Paulo.

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