31 de mai de 2008

JORNADA DE HISTÓRIA.

Esta semana foi muito proveitosa, tivemos na universidade a jornada de história, que bom vê que existe muita gente boa pensando o mundo,pensando na possibilidade de um modelo de sociedade diferente da atual ( capitalista). A riqueza acumulada pelas 200 pessoas mais ricas do mundo mais que duplicou nos últimos quatro anos, alcançando mais de US$1 trilhão. Isto é mais do que a renda anual conjunta de metade da população do planeta, ou seja, 3 bilhões de seres humanos. (As contradições do sistema capitalista geram um processo de desigualdade social e económica que no caso brasileiro, se caracteriza por uma divisão estrutural e desumana). será justo que as pessoas pobres de países subdesenvolvidos, devem sofrer com as políticas que aumentam o desemprego, o analfabetismo, as doenças infecciosas e a taxa de mortalidade infantil? enquanto todo dinheiro fica concentrado nas mãos de uns poucos? (... A partir do surgimento da propriedade privada a história passa a ser marcada pelo confronto dos que detém a posse dos bens e as classes a eles subjugadas... Marx). A pobreza e o sofrimento em nosso planeta está aumentando. A UNICEF relata que de cada dois habitantes do planeta um vive com menos de US$2 diários. Um em cada três habitantes não possui acesso à energia eléctrica. Um em cada quatro vive com menos de US$1 por dia. Um em cada cinco não tem acesso à água potável. Um em cada seis passa fome. E o direito à vida como fica? a garantia das necessidades básicas para todos, alimentação (inclusive a água potável), vestuário, moradia (inclusive as instalações sanitárias e a energia eléctrica), assistência médica e educação. Esses direitos inatos transcendem à nacionalidade, ou seja, todos os seres humanos, nacionais ou estrangeiros, devem ter essas necessidades asseguradas,os seres humanos necessitam desses requisitos para a realização de suas potencialidades individuais, o desenvolvimento cultural e o atendimento de seus anseios mais profundos de auto-realização). O direito a um emprego digno, com salário justo, é também um direito humano fundamental. Os requisitos básicos não deverão ser oferecidos gratuitamente por qualquer órgão governamental( assistencialismo). Ao contrário, com os rendimentos de um salário decente as pessoas devem pagar esses bens e serviços. É uma responsabilidade dos governos, em todos os níveis, fomentar políticas que garantam o pleno emprego, oferecendo oportunidade aos trabalhadores de utilizarem suas múltiplas habilidades. O salário mínimo deveria se adequar o suficiente para permitir a aquisição dessas necessidades básicas da vida para uma família. Mais é a atitude materialista definida como: “Eu ganho, você perde”; ou mais corretamente como: “Desde que eu ganhe, não me importa o que acontecerá com você” – uma visão individualista que divide a sociedade e destrói as relações humanas o motor do sistema capitalista. Será que nós podemos mudar o mundo? Claro que sim! A famosa antropóloga Margaret Mead disse: “Nunca pense que um pequeno grupo de indivíduos altamente dedicados não pode mudar o mundo.Podemos sim desde que nos entendamos como sujeito e parte do processo. "(... A história de toda a sociedade até hoje é a história da luta de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, burguês da corporação e oficial, em suma, opressores e oprimidos, estiveram em constante antagonismo entre si, travaram uma luta ininterrupta, umas vezes oculta, aberta outras, uma luta que acabou sempre com uma transformação revolucionária de toda a sociedade ou com o declínio comum das classes em luta)." A História tem na Luta de classes sua essência, por isso Marx afirma a necessidade do socialismo como saída para esse caminho em que o homem explora o homem.Foi muito bom encontrar o professor Wilson e beber um pouco da sua inteligência. Fonte:Após o Capitalismo: A Visão de PROUT para um Novo Mundo João Filho,professor eventual da rede pública de São Paulo.

25 de mai de 2008

PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DE FLORES.

O Estado burguês desenvolveu vários tipos de regimes: a monarquia absoluta e as monarquias parlamentares, as repúblicas, as ditaduras (militares, onde o exército é a instituição chave, ou as fascistas, originadas pelos bandos armados). Por fim, as democracias burguesas, onde o parlamento é a principal instituição Em geral, há confusão entre o que são as liberdades democráticas e o que é o regime democrático-burguês e seus instrumentos de dominação e manutenção da propriedade.Essa “confusão” leva a enaltecer a democracia burguesa e a não vê-la como um dos principais instrumentos da elite para deter processos revolucionários. Trotsky diz que “para os operários, a redução da jornada de trabalho é a pedra fundamental da democracia, porque é a única forma possível de ter participação real na vida social do país”. (Escritos, T.II,Vol.1, p.43). Quando os trabalhadores conquistam o direito de organizar sindicatos e partidos, ou seja, o direito a se organizarem como classe, podemos afirmar que esse fato se constitui em uma conquista democrática, uma ampliação das liberdades dentro da sociedade. É claro que o modelo brasileiro é na sua essência burguês, afinal quem manda no país? Abílio Diniz, António Ermirio de Moraes? toda a corja do sistema financeiro? a família Marinho e Mesquita? ou mais uma meia dúzia do setor industrial?. Logo não podemos acreditar e legitimar esta balburdia. A democracia burguesa é o melhor regime para a burguesia, na medida em que permite que os distintos setores burgueses se alternem no controle do Estado sem apelar para a guerra civil. Mesmo assim hoje quero prestar uma homenagem ao senador Jefferson Péres (PDT), que num país onde a honestidade deve ser obrigação passa a ser virtude e motivos de louvor. Faleceu aos 76 anos na sua residência em Manaus estado pelo qual era senador. Jefferson Péres foi um político que sempre pautou suas ações pela defesa da ética. Como temos no congresso muitos picaretas (como afirmava LULA em seus melhores dias) faço uma pausa para esta pequena homenagem. E que não me arrependa de te-la feito João Filho. professor da rede pública de São Paulo.

24 de mai de 2008

QUEM SABE FAZ À HORA

A grande maré capitalista que tomou conta do mundo, particularmente após o " fim?" dos regimes estabelecidos nos países do Leste europeu e na extinta União Soviética, não significou somente a explosão das propostas neoliberais nos terrenos económico e político. Implicou, também, uma ofensiva sem precedente da ideologia burguesa-imperialista visando à conquista dos corações e mentes em escala mundial. Uma das manifestações mais emblemáticas dessa ofensiva foi, primeiramente, o artigo, aparecido ainda em 1989, com o título "O fim da história"e, posteriormente, em 1992, o livro “O fim da história e o último homem”, ambos do norte-americano Francis Fukuyama. Qual será o legado que a geração atual deixara de herança para o futuro,acabou-se a utopia?. Há 40 anos, o mês de maio de 1968 marcou a historia como um período de transformações politicas, ideologias, comportamentais e culturais. O fato mais marcante foram os protestos em território francês, liderados por estudantes e trabalhadores. No terceiro dia daquele mês de maio, após protestos na universidade de paris,conhecida também como Sorbone,ocorreram conflitos com a polícia que deixaram mais de 100 feridos e 500 presos. No dia 13, teve inicio a greve geral. E que paralisação! O total de grevistas chegou a 10 milhões de trabalhadores. Seria necessário uma enciclopédia para enumerar cada evento importante que ocorreu do primeiro ao último dia de maio de 1968. O maio francês se desenvolveu e fez tremer a ordem mundial: nas ruas de Saigon se revelava para o mundo que o Império mais poderoso da história, militarmente, não poderia alcançar uma vitória no Vietnam; de Paris ao Rio de Janeiro, de Praga à Cidade do México, de Turim a Córdoba na Argentina, sem esquecer a nova situação dentro dos EUA e na Alemanha - só o Japão, na Tríade, escapou - e as batalhas decisivas das guerras de libertação nacional contra o Império Português na Guiné, Angola e Moçambique, em quatro continentes, a revolução abria frentes de combate. No Maio de 1968 francês se abriu uma situação revolucionária atípica, porque sem uma direção disposta a lutar até o fim para derrubar o governo, portanto, diferente das situações revolucionárias clássicas,mais não deixa de ser uma revolução. Um novo movimento estudantil saiu às ruas surpreendentemente, suas bandeiras eram vermelhas. Quando a repressão mostrou a verdadeira cara do governo De Gaulle – e, sem máscara, o que se viu foi estarrecedor – os estudantes foram para as portas das fábricas pedir o apoio do proletariado. Empolgaram a França e deixaram o mundo estupefato. Incendiaram o ânimo da maioria popular com sua imaginação política. Subverteram Paris. O movimento estudantil nunca jogou um papel tão destacado em qualquer outro processo revolucionário. Entre outras razões, porque nunca antes tinham existido tantos estudantes, em especial, tantos estudantes com uma origem social não-burguesa. Sessenta e oito foi um batismo de fogo internacional: na França e no Brasil, no México e na Argentina, e mesmo em Praga, os estudantes estiveram na primeira linha. O maio francês foi satanizado pelas forças reacionárias do mundo inteiro, e transformado em polêmica porque foi a primeira vez que um país central da ordem imperialista depois do fim da guerra em 1945 fora questionado em seu sistema, milhões se interrogaram outra vez se uma revolução social não seria possível. Essa foi sua herança mais significativa. A herança que esperamos passar para as novas gerações é que não percamos a capacidade de nos indignar pois é preciso crermos em nossos sonhos e acreditarmos numa sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna onde não exista explorados ou exploradores. Fonte:conlute, folha universitária. recomendo: filme 2001, uma odisseia no espaço,teorema (Pier Paolo Pasolini) João Filho, professor da rede pública de São Paulo

18 de mai de 2008

MONOGRAFIA DE JORGE CORREIA DA ROCHA PARTE 3

Nesse contexto, quais são os impactos desse processo sobre a prática pedagógica? Antes mesmo desse delineamento, é necessário enfatizar aqui, qual é o conceito de informação. Para Souza (2004, p.70), “as informações se apresentam como uma produção em fluxo de circulação de idéias. Em sua conjuntura, as informações são fugidias escapam à adesão majoritária de grupos humanos. Seu status de confiabilidade é de menor alcance que o conhecimento”. Até mesmo o conhecimento tem perdido seu caráter de sustentabilidade diante das mudanças ocorridas no âmbito cultural, social e cientifico. Esse fenômeno se dá em decorrência do processo dinâmico e acelerado em que são produzidas e processadas as informações. Fato este que requer de cada cidadão uma mudança de concepção do ato de “conhecer”. Pozo (2002) cita algumas características que descrevem bem este processo evolutivo: Perdemos esse centro que constituía a certeza de possuir um saber verdadeiro e, especialmente com a ciência probabilística do século XX, devemos aprender a conviver com saberes relativos, parciais, fragmentos de conhecimentos que substituem as verdades absolutas de antigamente e que requerem uma contínua reconstrução ou integração esse processo não só afeta poderosamente os modos de fazer conhecimentos como também os modos de se apropriar dele. (...) Na nova cultura da aprendizagem já não se trata tanto de adquirir conhecimentos verdadeiros absolutos, já dados, que restam poucos, quanto de relativizar e integrar esses saberes divididos. Já que ninguém pode nos oferecer um conhecimento verdadeiro, socialmente relevante, que devamos repetir cegamente como aprendizes, teremos de aprender a construir nossas próprias verdades relativas que nos permitam tomar parte ativa na vida social e cultural. (p. 29 e 30). Em virtude do avanço tecnológico e da amplitude da produção do conhecimento humano, estudiosos têm se debruçado sobre a análise e estudo desta sociedade contemporânea e a definem de diversos modos. Pozo (2002) afirma que: Enfim, podemos dizer que em nossa cultura a necessidade de aprender se estendeu a quase todos os rincões da atividade social. É a aprendizagem que não cessa. Não é demasiado atrevido afirmar que jamais houve uma época em que tantas pessoas aprendessem tantas coisas distintas ao mesmo tempo, e também tantas pessoas dedicadas a fazer com que outras pessoas aprendam. Estamos na sociedade da aprendizagem. Todos somos, em maior ou menor grau, alunos e professores. A demanda de aprendizagens contínuas e massivas é um dos traços que definem a cultura da aprendizagem de sociedades como a nossa. Realmente, a riqueza de um país ou de uma nação já não é medida em termos dos recursos naturais de que dispõe. Já não é ouro nem o cobre, nem o mesmo urânio ou o petróleo, o que determina a riqueza de uma nação é a sua capacidade de aprendizagem, seus recursos humanos. (p. 32). Já Assmann (1998, p.17), diz que estamos na sociedade de informação: (...) em poucas décadas mergulhamos na sociedade da informação (SI). E ela veio para ficar e intensificar-se. Ela não espera por ninguém. Dentre as definições da atual sociedade, é importante atentar para a exposição de Alarcão (2005), que faz um retrospecto geral justificando os vários termos empregados. Ela diz: Esta era começou por se chamar a sociedade da informação, mas rapidamente se passou a chamar sociedade da informação e do conhecimento a que, mais recentemente, se acrescentou a designação de sociedade da aprendizagem. Reconheceu-se que não há conhecimento sem aprendizagem. E que a informação, sendo uma condição necessária para o conhecimento não é condição suficiente. Como afirmei, ao referir-me Edgar Morin, a informação, se não for organizada não se constitui em conhecimento, não é saber e não se traduz em poder. A rápida evolução dos conhecimentos, conjugada com a igualmente rápida evolução das necessidades da sociedade, exige de todos uma permanente aprendizagem individual e coletiva (...). O conhecimento tornou-se e tem de ser um bem comum. A aprendizagem ao longo da vida, um direito e uma necessidade. A designação de sociedade do conhecimento e da aprendizagem traduz o reconhecimento das competências que são exigidas aos cidadãos de hoje. (p. 15 e 16) (Grifos da autora). Jorge Correia, é pos-graduado na UESF e coordenador de educação da prefeitura de Água Fria-Ba

17 de mai de 2008

C&A, MARISA E RENNER: IMPERIALISMO TUPINIQUIM

A cada notícia me surpreende mais a capacidade dos grandes grupos económico em explorar, à condição de se lucrar mais e mais é interminável. Neste caso especifico as loja C&A,MARISA E RENNER aproveita-se das dificuldade dos nossos irmãos bolivianos no Brasil, que tem uma condição igual ou pior as dos nossos compatriotas quando vão à EUROPA e EUA. Nos anos 80 a presença da comunidade Boliviana no Brasil era praticamente em áreas de concentração de lojas e confecções no bom retiro e Brás, na década seguinte já era possível encontra-los pelos bairros da vila mariana, casa verde,Santana entre outros, nos últimos tempos se espalharam por toda periféria.Vindos das cidades como La paz, Santa Cruz e Cochabamba e diversas comunidades andinas eles são prova viva de um fluxo imigratório contínuo e cada vez mais crescente entre Bolívia e Brasil.Estima-se que exista entre 60 e 200 mil bolivianos na capital Paulista. Os motivos que os levam a mudar é a pobreza na sua terra natal, no entanto o sonho de vir para o Brasil e arrumar um emprego digno acaba se tornando um pesadelo. Muitos bolivianos que vem para o Brasil com exceção dos estudantes e profissionais liberais, vem para trabalhar nas oficinas de costura, aí começa seu desespero. Muitos trabalham de 12 a 16 horas por dia (não muito diferente do trabalhador pobre brasileiro) vivem na clandestinidade e correndo da polícia com medo de uma deportação. Esta situação já foi motivo de uma CPI na câmara municipal, mas é ignorada por grande parte da sociedade em geral. A advogada Ruth Camacho,nascida no Brasil mas com descendência boliviana é responsável por um trabalho que muitas vezes toma forma de assistência social.Segundo ela os casos mais comum são referentes a documentação. Depois vem o aluguel e os problemas do trabalho, como queixa de quem não recebeu etc (quando paga,paga mal). No ano de 2005 foi realizada a CPI do trabalho escravo. O termo correto é " trabalho analógo à escravidão" independente do termo utilizado, o fato é que grandes magazines como a MARISA, C&A e RENNER foram citadas por ter sido encontradas etiquetas de suas marcas nas oficinas ilegais que utilizam estas pessoas como "trabalhadores"( pagam apenas 0.50 centavos por peça de roupa). Este fato foi notificado pela polícia federal as lojas que não deram uma resposta ( falar o que?) o fato é que eles útilizam esta mão de obra barata para poder competir com a china (outro explorador). E a falsa burguesia paulistana do jardins também são consumidoras desta vergonha, desfilam sem pudor o sangue e a humilhação do seu semelhante (SER HUMANO) . A extrema miséria dos nossos irmãos bolivianos faz com que venham para cá e vivam nesta situação, É O BRASIL MOSTRANDO SEU IMPERIALISMO. Nos os críticos dos EUA, Precisamos levantar a voz contra toda forma de dominação Fonte: folha universitária. Ler. Eric Hobsbawn A era dos Impérios. João Filho, professor da rede pública de São Paulo.

16 de mai de 2008

Quem gosta de literatura?

Olá!

Meu nome é Mariana e a partir de hoje irei contribuir para este blog, a pedido da dona.

A Maria disse que eu poderia falar sobre o que quisesse. Daí fiquei pensando... pensando... Não sabia sobre o que falar. Há vários assuntos que me interessam e que gostaria de compartilhar. Mas também existem outros nada interessantes mas que são necessários.

Bom, pensando nisso, veio à minha mente a palavra: LITERATURA. É um assunto de que gosto muitíssimo, mas conheço poucas pessoas que aceitam perder um tempo discutindo sobre livros, autores, teorias literárias... achei que esse convite da Maria pudesse ser a solução dessa minha aflição cultural: posso falar sobre literatura para quem quiser me ouvir! Genial! Mesmo que ninguém leia meus comentários (ou minhas viagens)... claro que eu desejo ser lida, não é...

Então, a primeira pergunta que faço a você é esta do título: e aí, você gosta de literatura? De que tipo? Sim, porque isso conta muito! Não vou ficar aqui analisando histórias em quadrinhos nem historietas românticas de banca de jornal (com todo respeito aos que apreciam esse tipo de leitura). Estou falando de literatura verdadeira, pura. Também não serei aquela pessoa patriótica, ardente defensora do purismo da língua portuguesa! Claro que, como brasileira, irei privilegiar a obra literária do Brasil, que é riquíssima. Mas isso não irá me impedir de, às vezes, falar de algum autor alemão, russo, italiano, espanhol, hispano-americano,inglês, francês... vou falar do que eu gosto: da boa literatura, do bom gosto artístico, estético, literário...

Espero que goste!

Mariana F. de T.

mariana.toledo@usp.br

12 de mai de 2008

O PÚBLICO E O PRIVADO NO BRASIL

Uma solenidade com autoridades, empresários e políticos na manhã deste sábado (10) marcou a inauguração da ponte Octavio Frias de Oliveira, que liga a avenida Jornalista Roberto Marinho à marginal Pinheiros, na zona sul de São Paulo. O nome da ponte homenageia o empresário Octavio Frias de Oliveira, da Folha, que morreu em 29 de abril de 2007 aos 94 anos. Estavam presentes o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP); José Roberto Marinho, que representou a família Marinho, das Organizações Globo; além de secretários de Estado e do município e vereadores. Abram Szajman, da Federação do Comércio do Estado de SP, representou os empresários,o governador José Serra(PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM). Como afirma Marilena Chauí (2001) do ponto de vista dos direitos sociais no Brasil sempre houve um encolhimento do espaço público; do ponto de vista dos interesses econômicos houve um alargamento do espaço privado Neste sentido retoma-se aqui a análise do modelo de economia centrado no mercado, sob O signo do contrato mercantil, nesse movimento ideológico coloca-se a retomada de um processo de acumulação de capital em que toda sociedade encontra-se regulada por modelos instituídos pelo Estado burguês, onde o autoritarismo social opera pela naturalização das desigualdades econômicas e sociais (Chauí, 2001:15) Entender como funciona a dinâmica da politica a quem interessa e a quem beneficia certas obras é entender que que o poder público no Brasil sempre governou para as elites, a capacidade de fluxo é de 4.000 mil carros por minuto,acaso a população pobre que anda de ônibus terá alguma vantagem nisso?A construção das linhas do Metrô de São Paulo começou em dezembro de 1968, com as obras da Linha Norte–Sul — hoje denominada Linha azul Em 1972 e temos apenas 61,3 km. uma ponte que só priveligia o automovel já se mostrou ineficaz na cidade, Ela é um símbolo da insistência de favorecer uma pequena minoria. Em outra das alças de acesso da ponte estavam moradores que reclamam do custo da obra. Alguns representantes do movimento chegaram a levar faixa em que afirmam estar em curso uma "limpeza social" na região.Pensar o espaço público sob as mesmas do privado torna indesejável o convívio com a diferença e com o conflito, visto que as normas da intimidade proíbem e afastam o diferente, além de reduzir as relações sociais à repetição do mesmo. Por isso se diz que quando o espaço público ( espaço da política) é tomado por relações privadas e despóticas acabou-se a política e o espaço público foi corroído ( Milton Santos 2001:164). Quando o interesse particular subjuga os interesses coletivos, e a vontade de pequenos grupos hegemônicos são impostas a outros grupos sociais indistintamente como uma regra do jogo social, existe a necessidade de garantir a reconfiguração do espaço público como um espaço de todos de interações coletivas e individuais, determinando assim esse espaço como um espaço de sociabilidade e de bem comum. João Filho,professor eventual da rede pública de São Paulo.

MONOGRAFIA DE JORGE CORREIA DA ROCHA CAP. 2

Com a intenção de perceber a real importância atribuída à formação continuada e os desafios enfrentados pelos educadores, foi feita uma pesquisa de campo na modalidade de questionários com perguntas abertas e fechadas em algumas escolas estaduais e municipais das cidades de Água Fria e Serrinha. É da metodologia aplicada para a realização de tal pesquisa que trata o segundo capítulo desta monografia. Já no terceiro capítulo passa-se a analisar os dados obtidos na pesquisa de campo, confrontando as informações obtidas entre os educadores das cidades pesquisadas, fundamentando tal processo em falas de estudiosos que abordam esta problemática. Neste momento do trabalho, também se averigua as hipóteses levantadas pela equipe de elaboração deste texto monográfico. O último capítulo refere-se à conclusão da monografia. Neste estágio da pesquisa, o grupo discorre sobre todo o processo de realização da monografia, comenta o confronto das hipóteses através da análise da real situação dos professores pesquisados e sinaliza as mudanças de concepções colhidas. Finalizando, evidenciamos a posição desta equipe acerca do processo de formação contínua do professor no atual contexto sócio-educacional. 1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 1.1 Os desdobramentos da educação na sociedade da informação Vivemos atualmente numa sociedade pautada por um fluxo intenso de informações e descobertas que tendem a provocar mudanças ou não, na vida das pessoas. Ou seja: [...] numa sociedade complexa, repleta de sinais contraditórios, inudada por canais e torrentes de informação numa oferta de "sirva-se quem precisar e do que precisar" e "faça de mim o uso que entender". O cidadão comum dificilmente consegue lidar com a avalanche de novas informações que inundam e que se entrecruzam com novas idéias e problemas, novas oportunidades, desafios e ameaças. ALARCÃO (2005, p. 13). Informações estas que chegam até nós das mais diversas formas, principalmente através dos veículos de comunicação. Estes se apresentam como os mais variados possíveis. E onde se encontra a fonte dessas informações? Na própria sociedade em seus processos de construção e (re) construção de aprendizagens. Segundo Braga e Calazans: com a proliferação mediática, cinema, rádio, televisão. Diversificação dos meios impressos, acessibilidade geral das tecnologias de registro de som e imagem, informatização acelerada de processos, comunicação hipermidiática – a quantidade se evidencia como qualidade, e nos vemos envolvidos em um outro processo geral de circulação de saberes. (2001, p. 20)

9 de mai de 2008

DIABO LOIRO,ELA ESTÁ DE VOLTA!!!

Aqui estaremos falando da falta de responsabilidade social das emissoras comerciais no que se refere a dois aspectos, que de fato são interligados: 1º) a competição selvagem por índices de audiência e retorno financeiro, sem que o governo faça cumprir leis existentes em vários níveis, até mesmo na Constituição. 2º) a falta de compromisso com o bem estar de crianças e adolescentes (o que significa toda a programação diurna e até às 22 horas, horário em que, na nossa cultura, os mais jovens estão expostos, desacompanhados, à influência da televisão.) Falaremos aqui sobre alguns aspectos da problemática da sexualização precoce. O enfoque pelo qual abordaremos este tema: não será aquele que implique qualquer desejo de volta da censura aos meios de comunicação; nem um enfoque moralista ou religioso que diga o que é certo ou errado. Números do Ministério da Saúde mostram que a maior causa de internação de meninas de 10 a 14 anos nos hospitais do SUS são os partos ou as conseqüências de abortos mal feitos. Em 2000, no Brasil, foram feitos cerca de 32000 atendimentos desse tipo. números do Serviço de Atendimento ao Adolescente da PMSP mostram que 50% das adolescentes engravidam nos primeiros 6 meses de atividade sexual; 20% no primeiro mês. Sabe-se que o Brasil é considerado uma das mecas do turismo sexual e da prostituição infantil no mundo É importante remarcar que a televisão é um veículo educativo e de promoção humana inigualável (deveria ser) e que no caso brasileiro ela está entre as melhores do mundo em qualidade técnica. mais o que está fazendo a nossa televisão? Ela inunda massivamente a criança com uma sexualidade adulta e muitas vezes pervertida. A criança possui uma sexualidade com características diferentes da sexualidade adulta, porque ela ainda não organizou todos aqueles impulsos e impressões eróticas dispersas, num todo coerente(Carlos Alberto Di Franco). Xuxa foi pioneira nesse fenômeno tão característico do Brasil de hoje que é a erotização das crianças. A banalização da sexualidade O acúmulo de cenas sexuais de todos os tipos sendo despejadas continuamente sobre a criança faz com que ela aprenda a ver o sexo como algo banal, que se faz porque todos fazem, porque o grupo pressiona e não pelo significado pessoal que possa ter.(Carlos Alberto Di Franco). É claro que XUXA, só existe em função de um contexto. O contexto é uma televisão sem freios, só comércio em busca de audiência, mais voltada para a formação de consumidores que de seres humanos. O uso da mulher como objeto do desejo masculino, no sentido de que a mulher é vista somente como um corpo, ou parte de um corpo, a ser usado e descartado e não como um ser humano com quem se relacionar em sua totalidade. XUXA Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira. Junte-se a essa qualidade a da sacerdotisa do consumo que sempre foi, com a especialidade de dirigir sua pregação às crianças.É claro que ela não é a única responsável mas contribuiu muito para que o quadro esteja desta forma lamentável. Sábado próximo, dia dez (10) ela está de volta, por favor não assistam. João Filho,professor da rede pública de São Paulo.

POS-GRADUAÇÃO DE JORGE CORREIA DA ROCHA, NA UESF.CAP. 01

CAPITULO 1 A FORMAÇÃO DO PROFESSOR E SUAS IMPLICAÇÕES NA PRÁTICA PEDAGÓGICA FRENTE AOS DESAFIOS APRESENTADOS PELA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO. Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Política do Planejamento Pedagógico – Currículo, Didática e Avaliação como requisito parcial para obtenção do grau de pós - graduação. Orientadora: Profª Drª Carla Patrícia Santana. FEIRA DE SANTANA – BA 2007 DEDICATÓRIA Aos colegas educadores: que não apenas acreditam numa educação digna; mas que colaboram através de suas ações para tornar isso uma realidade; Aos coordenadores do curso de Pós Graduação, por transformarem o sonho da existência do curso numa realidade que beneficiou a tantos profissionais. Ao IAPE – Instituto de Aperfeiçoamento e Pesquisas Educacionais: Pela competência enquanto instituição e carinho dispensado a cada cursista. AGRADECIMENTOS Aos nossos familiares: que nos apoiaram e compreenderam nossas ausências nos preciosos fins de semana que tivemos de viajar para os encontros do curso; Aos nossos professores: que com suas experiências profissionais e pessoais nos contagiaram de otimismo e colaboravam para que voltássemos para casa com a sensação de que valeu a pena o estudo de cada módulo; Aos colegas de curso: pela oportunidade de trocarmos experiências e construirmos novas amizades; Aos professores pesquisados: que se dispuseram a responder fidedignamente nossos questionamentos a respeito de suas concepções e práticas pedagógicas. “A arte suprema do mestre consiste em despertar o gozo da expressão criativa e do conhecimento”. ALBERT EINSTEIN LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 – Gráfico: Sexo 37 Figura 2 – Gráfico: Faixa Etária 38 Figura 3 – Gráfico: Formação dos Professores 39 Figura 4 – Gráfico: Área de atuação 39 Figura 5 – Gráfico Tipo de instituição 40 Figura 6 – Gráfico: Tempo de atuação 41 Figura 7 – Gráfico: Pretensão de ingresso em curso 42 Figura 8 – Gráfico: Satisfação da formação acadêmica 42 Figura 9 – Gráfico: Importância da formação 43 Figura 10 – Gráfico: Desafios do professor 44 SUMÁRIO INTRODUÇAO 07 1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA 10 1.1 Os desdobramentos da educação na sociedade da informação 10 1.2 Da escola real à escola necessária 15 1.3 (Re) pensando a prática pedagógica na sociedade da informação 17 2. METODOLOGIA 22 2.1 Caracterização das escolas pesquisadas do município de Serrinha e Água Fria 24 3. ANÁLISE DOS DADOS 28 3.1 Análise dos dados da cidade de Água Fria 28 3.2 Análise dos dados da cidade de Serrinha 32 3.3. Confronto das pesquisas realizadas em Água Fria e Serrinha 37 4. CONCLUSÃO 46 5. REFERÊNCIAS 48 6. ANEXOS 51 INTRODUÇAO O processo de globalização e o uso de tecnologias têm contribuído para diminuir distâncias no sentido de oportunizar um melhor conhecimento das diferentes culturas dos povos espalhados pelo mundo e, ao mesmo tempo, tem possibilitado cada vez mais o isolamento no que diz respeito a pessoas que vivem próximas umas das outras. Vivemos numa sociedade onde o uso da imagem tem (in) formado sujeitos num ritmo acelerado, os valores ganham novos significados e o poder midiático influencia o modo de vida de cada um, onde quem não acompanha essa realidade fica a mercê da exclusão social. Teóricos contemporâneos como Nóvoa, Pozo, Alarcão tem denominado tal época de sociedade da informação e do conhecimento. Inserida neste contexto, encontra-se a escola que tem perdido espaço no que se refere à transmissão de informação e construção de conhecimentos em função de não ter acompanhado a dinâmica que se dá além de seus muros. A referida instituição não detém o monopólio do saber e como organização implantada em comunidades, é preciso que seja mais flexível pensante e equipada de recursos tecnológicos, característica estas que a torna mais possibilitadora de acolher um público diversificado que vai desde àqueles que sequer têm contato com tecnologias básicas até os que têm acesso a equipamentos avançados. Para dar conta desta demanda de responsabilidades que recai sobre a escola é imprescindível pensar no papel colaborador do educador. Este profissional deve estar atento aos desafios apresentados por esta sociedade antes de dar partida ao seu fazer pedagógico, viabilizando meios que atendam as necessidades educacionais dos alunos de forma que estes vejam a escola como um espaço que oportunize um contato mais substancial na aquisição de habilidades inerentes à sua formação educacional. Partindo do pressuposto que a formação do educador é o ponto de partida e de chegada do fazer pedagógico e que a sociedade da informação exerce fortes influências sobre sua formação é que muito se tem enfatizado a necessidade do professor atrelar suas reflexões tecidas em momentos de estudos à sua atividade cotidiana em sala de aula. Sabe-se, contudo, das barreiras enfrentadas por este, que podem ser: insuficiências de recursos financeiros, oportunidades de estudos, condições precárias de trabalho etc. fatores estes que interferem diretamente no êxito do aperfeiçoamento profissional. Kenski (2006, p. 104) afirma que o professor é dentre outras definições “um agente de memória da sociedade digital” e ainda um “agente das inovações” é, portanto, “um incansável pesquisador, um profissional que aceita os desafios e a imprevisibilidade da época para avançar no conhecimento e definir seus caminhos a cada instante”. Assim, mesmo sendo tarefa árdua, o processo contínuo da formação docente deve ser almejado e presente na trajetória profissional. Este trabalho se apresenta como uma contribuição significativa para todos aqueles envolvidos com a educação, visto tratar da importância da formação continuada do professor, identificando possíveis desafios impostos pela sociedade da informação e ainda busca delinear caminhos que contribuam para modificações do processo educativo. O mesmo nasceu diante dos questionamentos tecidos ao longo dos momentos de leituras e reflexões do curso de Pós-Graduação Política do Planejamento Pedagógico, especialmente no módulo de Didática e atrelados às observações feitas por cada um dos autores em seus respectivos locais de trabalho, visto que todos atuam no setor educacional como regentes, diretores ou coordenadores municipais de educação. A presente monografia está estruturada em quatro capítulos. No primeiro, intitulado revisão bibliográfica, enfatiza-se as atribuições da educação como canal possibilitador da inclusão digital e social do cidadão brasileiro na sociedade da informação, além de reforçar a necessidade de se repensar a instituição escola e se encerra com uma discussão crítico-reflexivo acerca do papel do educador e as implicações da formação continuada em sua prática pedagógica. Jorge Correia da Rocha, é pos- graduado na UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA e coordenador de educação da prefeitura de Água Fria-Ba

6 de mai de 2008

VERGONHA (INTER) NACIONAL

Acusado de ser o mandante da morte da missionária Dorothy Stang, em fevereiro de 2005, o fazendeiro Vitalmiro Bastos Moura, o Bida, foi absolvido nesta terça-feira pelo conselho de sentença durante o segundo julgamento a que foi submetido. A decisão revoltou a família da vítima e entidades de direitos humanos presentes no salão do Júri. O promotor Edson Souza disse que pretende recorrer da decisão. Os jurados entenderam que não havia provas suficientes para condenar o fazendeiro. No mesmo julgamento, que durou dois dias, o pistoleiro Rayfran das Neves Sales, o Fogoió, foi condenado a 28 anos de prisão em regime fechado. Esta é a segunda vez que o fazendeiro é julgado pelo crime. Ele foi a júri novamente porque a pena havia sido superior a 20 anos de prisão. Vitalmiro já havia sido condenado a 30 anos de reclusão. Promotor do caso Dorothy diz que está sendo ameaçado de morte há um ano Já Rayfran das Neves Sales, réu confesso do crime, foi condenado a 28 anos de reclusão. Este foi o terceiro julgamento de Rayfran. O segundo júri foi anulado porque o Tribunal de Justiça acatou argumento dos advogados, que alegaram cerceamento de defesa durante o último julgamento. Ele já havia sido condenado a 27 anos de prisão. A reviravolta na sentença causou um início de confusão na platéia e o juiz Raimundo Alves Flexa interrompeu as declarações finais por duas vezes para pedir silêncio. Legislar para diminuir os crimes no Brasil nunca foi a prioridade dos politícos, As leis brasileiras para combater a criminalidade são preconceituosas e elitistas favorecem ao modelo burguês,quem pode pagar um advogado mais preparado acaba se beneficiando das brechas legilativas existentes(que são criadas para favorece-los) O Pará ocupa o primeiro lugar no ranking de execuções de defensores(as) da reforma agrária, do meio ambiente e de direitos humanos no Brasil. A impunidade beira os 70%. O registro de mais de 30 anos da CPT aponta 774 casos no Pará. Não há mandante preso. A "celeridade" com que a execução da missionária Dorothy Stang foi tratada pelo Judiciário do Pará é exceção. Outro elemento é que todo o segundo escalão envolvido no caso foi julgado e condenado. O comum, quando um caso consegue chegar ao Tribunal de Justiça, é um prazo que supera 10 anos. Como ocorreu nos julgamentos dos envolvidos na morte do sindicalista Expedito Ribeiro e da família Canuto, ambos do município de Rio Maria, sul paraense. Adilson Carvalho Laranjeira e Vantuir Gonçalves de Paula, fazendeiros responsáveis pela encomenda da morte de João Canuto, chegaram a ser presos, 17 anos e seis meses após o crime, mas estão foragidos. Os fato não implica a alteração no cenário da disputa por terras e recursos naturais nas quebradas amazônicas. Os(as) que moram na região onde a missionária foi morta contam que tudo continua como antes: saques de madeiras, ameaças e grilagens. A gula do agronegócio segue a devorar florestas .O que ocorre no Pará não é conflito, ainda que os meios de comunicação insistam nessa perspectiva. Há, sim, um morticínio de lavradores(as) e de seus(suas) simpatizantes e apoiadores(as). Entre 1971 a 2005, foram 788 execuções. Muitas delas chacinas, onde sul e sudeste do estado possuem primazia. Somente 15 casos foram a julgamento. Chacinas como as ocorridas nas fazendas Dois Irmãos, Xinguara, seis mortes; Chacina de Ingá, em Conceição do Araguaia, 13 mortes; e em Surubim, Xinguara, com saldo de 17 mortes não possuem nem processo em tramitação. Todas ocorreram em 1985. Assim atesta a publicação Violação dos Direitos Humanos na Amazônia: conflito e violência na fronteira, lançada no fim do ano passado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Justiça Global e Terra de Direitos. Tais elementos desnudam um Judiciário inoperante com relação aos crimes ocorridos contra trabalhadores(as) rurais. Posição que destoa da agilidade de emissão de mandados de reintegração de posse. A névoa da impunidade permanecerá sob o nosso céu amazônico? João Filho,professor eventual da rede pública de São Pulo.

5 de mai de 2008

VIVA OS MANIFESTANTES E O MANIFESTO

Em 1848 Karl Marx e Friedrich Engels publicaram pela primeira vez o Manifesto Comunista, um dos mais importantes e influentes tratados de política jamais escrito. Começa dizendo "um espectro ronda a europa - o espectro do comunismo." e segue com os ditames do que seria chamado a partir de então a doutrina comunista de uma sociedade sem classes e da revolução proletária. O manifesto apresenta toda a teoria marxista de forma elementar e didática e em alguns momentos até profética, explicando as relações econômicas e do trabalho e apontando os responsáveis pelo estado das coisas. Segundo o manifesto e toda a teoria marxista da época, a humanidade caminharia naturalmente ao comunismo. O livro foi um marco significante para a teoria filosófica do estado e é estudado até hoje independentemente do perfil do leitor. Apresenta idéias avançadas para o seu tempo e atual em relação a mulher, por exemplo, e de que a classe operário deveria tomar para si o curso da história de forma absolutamente soberana. A leitura do manifesto ainda hoje causa admiração por sua consciência e análise científica surpreendentes. A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas das classes Este blog recomenda fortemente a leitura deste clássico.Ler e praticar

3 de mai de 2008

IN-MEMÓRIA

Minha negritude não é uma pedra E sua surdez arremessada contra o clamor do dia Minha negritude não é uma gota d`água morta Sobre o óleo morto da terra Minha negritude também não é uma torre ou uma catedral Ela mergulha na carne vermelha do solo Ela mergulha na carne ardente do céu Minha negritude perfura a aflição de seu sossego correto." O mundo perdeu, quinta-feira (17), um dos maiores ícones da literatura caribenha e da luta contra o racismo, o poeta martinicano Aimé Césaire. Aos 94 anos, Aimé morreu devido a problemas cardíacos em um hospital de Fort de France, na Martinica, onde estava internado há uma semana. Aimé nasceu em uma família pobre, na cidade de Basse-Pointe, na Martinica, em 26 de junho de 1913. Apesar das condições sociais, os pais de Aimé sempre investiram na educação dos filhos. Para facilitar os estudos das crianças, mudaram-se para Fort de France, capital do país, onde Aimé estudou até os 18 anos. Depois, terminou os estudos em Paris, onde estudou literatura latina, grega e francesa. Em Paris, Aimé Césaire conheceu o poeta senegalês Léopold Senghor, que se tornaria o primeiro presidente de Senegal após a independência. Senghor e Leon Gontran Damas, da Guiana Francesa, contribuíram com Aimé Césaire na formulação do conceito de Negritude e na expansão desse movimento. A Negritude foi definida por eles como a "afirmação de ser negro e o orgulho disso". O pensamento de Aimé Césaire sobre a restauração da identidade dos negros foi exposto pela primeira vez no livro Cahier d`un retour au pays natal (Caderno do retorno ao país natal), de 1947. O livro é um misto de poesia e prosa poética. No período da Segunda Guerra Mundial, Aimé foi preso com o escritor surrealista André Breton, que o encorajou a usar o surrealismo como uma arma política. Cahier d`un retour au pays natal foi descrito por Breton como "o maior monumento lírico do nosso tempo". Após o final da guerra, Aimé dividiu o seu tempo entre Paris e a Martinica. Como membro do Partido Comunista, participou em ações políticas a apoiou a descolonização das colônias francesas na África. Com sua esposa, Suzanne Roussi e com outros intelectuais martinicanos, fundou o jornal cultural Tropiques, no qual publicava suas poesias. Em 1945, Aimé Césaire foi eleito prefeito de Fort de France. Em 1956, desliga-se do Partido Comunista e funda, dois anos depois, o Partido Progressista Martinicano. Em 1955, escreveu o Discours sur le colonialisme (Discurso sobre o colonialismo), atacando a civilização européia e o racismo colonial. No texto, Césaire compara a relação entre os colonizadores e os colonizados com a relação entre os nazistas e suas vítimas. Esse discurso deu a sua obra um caráter universal. Aimé Césaire também escreveu peças para teatro e possui uma vasta obra literária. Ele se definia "fundamentalmente poeta, mas poeta comprometido" e "negro, negro, desde o fundo do céu imemorial". Por Marília Matias de Oliveira, Especial para o Portal Palmares

2 de mai de 2008

POLÍTICA DO PÃO E CIRCO.

O dia 1º de Maio historicamente surgiu como uma data de luta dos trabalhadores por direitos trabalhistas, os atos estão perdendo seu caráter reivindicatório transformando-se em festas despolitizadas. CUT e FORÇA SINDICAL(juntas)contratam grandes bandas e cantores, descompromissados sorteiam apartamentos e carros para fazer a festa do pão e circo no melhor estilo Romano. (Receoso de que pudesse acontecer alguma revolta de desempregados, o imperador criou a política do Pão e Circo. Esta consistia em oferecer aos romanos alimentação e diversão. Quase todos os dias ocorriam lutas de gladiadores nos estádios o mais famoso foi o Coliseu de Roma, onde eram distribuídos alimentos. Desta forma, a população carente acabava esquecendo os problemas da vida, diminuindo as chances de revolta). Enquanto isso PAULO PEREIRA DA SILVA, foi citado em relatórios da Polícia Federal durante as investigações da Operação Santa Tereza, que apura desvios de parte dos empréstimos concedidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na relação de detidos pela PF está o advogado Ricardo Tosto --que já foi solto--, integrante do conselho do BNDES por indicação da Força Sindical. Para a polícia, o BNDES concedia empréstimos por meio da influência política de Paulinho e de Tosto. E segue: Diplomas e homenagens para deputados e senadores. A festa foi no salão negro do Congresso Nacional. Tudo para agradecer aqueles que aprovaram a legalização das Centrais Sindicais e o repasse de parte do imposto sindical obrigatório para elas.A festa custou R$ 17 mil e teve canapés, vinhos nacionais e chilenos e até uísque doze anos. Para o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, é um modo de reconhecer o apoio dos parlamentares. “Aqui é que vota e nós precisamos ganhar também a opinião no Congresso Nacional e nada melhor do que homenagear com bebida e comida". A CUT também não oferece credibilidade enquanto sindicalismo sério já que tem sua política alinhada ao governo LULA que segue a politica neoliberal do governo tucano de FHC e JOSÉ SERRA(pouco melhorada?). Felizmente novas lideranças vão surgindo em oposição a este modelo que massacra e humilha os trabalhadores,bom exemplo de sindicalismo como a central CONLUTAS,vai se fortalecendo em busca de novas estratégias para combater o capitalismo que a cada dia se transforma e se supera em sua exploração desenfreada. A sociedade precisa se organizar e Reagir contra os assaltantes do poder público que estão instalados em diversos níveis ,os sindicatos são armas indispensáveis nesta luta,desde que seus dirigentes sejam pessoas voltadas para os interesses dos próprios trabalhadores. João Filho,professor da rede pública de São Paulo

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