21 de mar de 2008

CINCO ANOS DA INVASÃO

IRAQUE "O Iraque foi assassinado, para nunca mais se levantar", escreveu Rosen. "A ocupação americana foi mais desastrosa do que a dos mongóis, que saquearam Bagdá no século 13a guerra sectária devastou o Iraque. Bagdá e outras áreas ficaram sujeitas a uma limpeza étnica brutal.Mas apesar da catástrofe, o Iraque permanece sendo um tema marginal na campanha presidencial americana,é que a vangloriada democracia daquele país(EUA) na verdade é uma ditadura do capitalismo,um estudo envolvendo grupos no iraque apontou que os iraquianos possuem "crenças compartilhadas",com os americanos, de forma que a reconciliação deve ser possível. As crenças compartilhadas são duas. A primeira, a invasão americana é a causa da violência sectária que fez o Iraque em pedaços. A segunda, os invasores deviam se retirar e deixar o Iraque e seu povo em "paz" para viverem da forma em que melhor lhes convier,isto é liberdade,diferente do que acontece agora em que os EUA,temtam impor o seu modelo de vida.A organização humanitária Just Foreign Policy calculou que mais de um milhão de iraquianos morreram após a invasão e Mais de quatro milhões de tiveram que abandonar suas casas e cerca de metade deles se viram obrigados a fugir para outros países, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Um em cada quatro moradores de Bagdá, com seis milhões de habitantes, precisou fugir de casa, informou a Meia Lua Vermelha iraquiana. Milhões de pessoas continuam sem água potável e sem cuidados médicos, informa o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. A infra-estrutura piorou desde o regime de Saddam Hussein (1979-2003), que em seus últimos 12 anos esteve marcado por duras sanções econômicas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas a instâncias dos Estados Unidos. Nessa época morreram mais de um milhão de iraquianos devido à desnutrição e falta de tratamento medico. Cerca de quatro milhões de crianças iraquianas necessitavam em julho passado de ajuda de emergência, segundo um informe divulgado nessa data pela organização humanitária Oxfam Internacional. Além disso, a desnutrição infantil recrudesceu e 70% da população carece de acesso à água potável. Os lares iraquianos têm, em média, menos de cinco horas de eletricidade por dia, inclusive no Curdistão, região setentrional do país que goza de ampla autonomia e que é apresentada pelo governo Bush como um exemplo de sucesso. As exportações de petróleo, das quais o Iraque obtinha mais de 80% de sua renda, não chegaram em nenhum dia à quantidade registrada antes da guerra. O desemprego, que já estava em 32% da população economicamente ativa, oscilou durante a ocupação entre 40% e 70%, segundo o governo iraquiano.Bagdá se converteu na cidade mais perigosa do mundo, em grande parte devido à política norte-americana de colocar facções políticas e grupos étnicos e religiosos em enfrentamento entre si,e porque toda essa destruição é claro que não foi por causa das fatidicas armas nuclear não encontrada,é cada vez mais claro que a invasão americana no iraque é pelo controle dos recursos petrolíferos,numa situação em que cada vez se consome mais enérgia e o abastecimento mundial desta fonte também se torna mais limitada,esta seria apenas a primeira guerra numa batalha global por recursos energeticos. A elite que governa os EUA,para perpetuar sua hegemonia utiliza-se de uma tríade de forças, o controle sobre os recursos naturais do globo(estão tentando), o monopólio militar(já possui)e o peso da cultura da (passada atraves da sua midia poderosa,cinema,musica etc),que lhe dar o dominio ideologico do sistema capitalista.A manipulação sistematica destas três "vantagens" revela os esforços que washington tenta exercer no controle militar do oriente médio. É necessario um esforço mundial para combater o novo velho imperialismo americano que não se sastisfaz com o domínio dos mercados e tentam implantar o antigo colonialismo do seculo XVIII. Organizado por João Filho,professor da rede pública de São Paulo.

Um comentário:

Érica disse...

Realmente é decepcionante o modo de agir dos EUA! Quando será que tudo isso acabará? Tantos mortos, muitas pessoas sem liberdade para viver! é muito triste, mas não perco a esperança de um dia tudo isso acabar!!!
Beijos
Érica

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