30 de abr de 2008

EDUCAÇÃO TUCANA !!!

A educação está profundamente implicada na política cultural. O currículo nunca é simplesmente uma montagem neutra de conhecimentos, que de alguma forma aparece nos livros e nas salas de aula de um país.Sempre parte de uma tradição seletiva, da seleção feita por alguém, da visão que algum tem do que seja o conhecimento legítimo. Ele é produzido pelos conflitos,tensões e compromissos culturais, politícos e econômicos que organizam e desorganizam um povo.(Michael W. Aplle). O sistema apostilado introduzido nas escolas paulistas(jornalzinho) mostra claramente o que disse Apple. No estado de São Paulo o governador José Serra com sua política neoliberal tem claras intenções de homogeneizar os alunos,tirando sua capacidade crítica direcionando quem estuda nas escolas estaduais para o lugar que a burguesia escolheu para eles, (nos) o de ser mero reprodutor do sistema capitalista. De início, o governo está, neste ano letivo, procurando introduzir um limitado e retrogrado sistema de trabalho com apostilas unificadas para toda a rede estadual de ensino. Um método comum a um grande número de escolas particulares de péssima qualidade, dirigidos pelos tubarões do ensino que, de fato, controlam a educação no País, lucrando bilhões com a falência do ensino público. A metodologia adotada consiste em transformar os professores em meros aplicadores de apostilas, sem qualquer discussão pedagógica e política das graves conseqüências dessa metodologia que visa continuar diplomando alunos incapazes de ler e interpretar um texto. Por trás das justificativas educacionais para adoção de curriculo e de uma avaliação nacional, há um verdadeiro ataque ideologico,extremamete perigoso. Seus efeitos serão devastadores para aqueles que já são os que mais tem a perder nesta sociedade.(Michael W.Aplle). Usando como pretexto a necessidade de “premiar o mérito”, o governo tucano defende um retrocesso ainda maior nas condições salariais da maioria dos educadores, pondo fim à isonomia salarial (salário igual para trabalho igual). O governo Serra quer reintroduzir na educação uma política comum aos séculos iniciais do capitalismo, portanto, há mais de 200 anos, quando a frágil organização operária, permitia salários diferentes (inclusive, sem nenhum mínimo estabelecido), jornadas de trabalho diferentes de até 16h por dia, enfim, uma situação semelhante a que milhares de professores já estão sendo submetidos (no regime de acúmulo) para poderem complementar seus miseráveis vencimentos, trabalhando até 16h por dia em diversas escolas. pretendem, por detrás de “belas palavras”, reintroduzir um nível de exploração comum ao regime de escravidão, tão claro à velha oligarquia brasileira, escravocrata, que sequer via na educação uma necessidade social, mas apenas um privilégio de uma estreita minoria. A direita politíca tem sido muito bem sucedida em mobilizar apoios contra o sistema educacional, e os que nele trabalham, com frequência exportando a crise da econômia para as escolas. Desta maneira, uma de suas maiores realizações foi deslocar a culpa pelo desemprego e pelo subemprego, pela perda da competitividade econômica e pelo suposto colapso dos valores e padrões "tradicionais" na familía,na educação... o "publico" agora é o centro de todo o mal; e o "privado" é o centro de tudo que é bom.(Michael W Apple). O governo tucano pretende que as escolas estaduais de São Paulo se tornem as primeiras no país a terem metas acadêmicas a cumprir e a serem “premiadas” com mais dinheiro caso consigam atingi-las. Assim, o governo que já transformou a conquista da casa própria, por exemplo, em uma loteria (sorteando planos de financiamento de casas populares) quer fazer da sua obrigação – inclusive constitucional – de prover os recursos necessários para o devido funcionamento das unidades escolares uma questão de premiação, que seria dada apenas às poucas escolas que atingissem certas metas. Um pretexto para tornar ainda maior a penúria da imensa maioria das escolas públicas que sequer têm recursos suficientes para comprar itens básicos como giz, papel higiênico, lâmpadas etc.Depois de sucatear com certeza privatizar sob a alegação de que "não tem jeito". Devemos lutar por uma escola pública de qualidade,para que todos tenham oportunidades iguais,esta luta é de todos. Agradeço a professora LILIAN e ao professor MICHEL por ter me Incentivado a tão boas leituras. João Filho,professor eventual da rede publica de São Paulo.

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