29 de jul de 2008

Panfletos, santinhos, bandeiras e muitos sorrisos

Panfletos, santinhos, bandeiras e muitos sorrisos: a campanha eleitoral começou. Nos próximos meses, a população será saturada por velhos políticos profissionais, que prometem o paraíso na Terra, para se manterem no poder, enquanto as coisas ficam como estão. A democracia burguesa alimenta a ilusão de que o voto pode mudar a realidade, e se a vida anda difícil e a corrupção é a regra na política, a culpa é do povo, que "não soube votar direito". O regime burguês é uma ditadura dos ricos escondida sob uma máscara democrática. Os financiamentos milionários de empresários, banqueiros e latifundiários determinam os políticos que serão eleitos. São os mesmos de sempre que, defendem os interesses da burguesia. Só na campanha à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT), Geraldo Alckmin (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) declararam que irão gastar em torno de R$ 80 milhões. Assim como as eleições para presidente, as eleições municipais mobilizam as esperanças de milhões. Os prefeitos e vereadores são os representantes desse regime mais próximos da população. É onde também aparece de forma mais explícita as práticas clientelistas e coronelistas: compra de votos e até mesmo através de ameaças. As prefeituras gerem parte importante do sistema público de saúde, educação, transporte e assistência social. E como ocorre na esfera federal e estadual, os municípios respondem à lei de Responsabilidade Fiscal, que prioriza o pagamento da dívida em detrimento dos investimentos sociais. Ou seja, é a base da pirâmide que mantêm esse regime. Não é apenas a campanha eleitoral, que se reveste de uma falsa máscara democrática. Ultrapassando a barreira das eleições, o próprio parlamento não apresenta qualquer possibilidade de transformação social. PORTAL DO PSTU *Trabalhadores dos Correios vencem e derrotam governo Lula e ECT *Mineração: Vale ataca direito histórico dos trabalhadores * Petrobras aumenta truculência, trabalhadores aumentam mobilização *Incêndio criminoso destrói aldeia indígena na Terra de Araribóia LEIA NO PORTAL DA LIGA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES *Perú: Paro Nacional contra el gobierno de Alan García *Argentina: Ninguna concesión a los sojeros *Dirigente do “Batay Ouvriye” (Batalha Operária) visita Brasil e denuncia ocupação no Haiti www.litci.org Por que participar das eleições?. Estamos apresentando candidaturas alternativas da classe trabalhadora diante dos candidatos da burguesia. Mas, se a campanha eleitoral é, em geral, uma grande farsa a fim de renovar e perpetuar as ilusões do povo e dos trabalhadores nesse regime, por que participar das eleições? Historicamente, os revolucionários aproveitam o espaço conquistado no regime para atuar contra ele. As eleições inclusive. A campanha eleitoral é utilizada pelo partido revolucionário para fazer propaganda de sua política, denunciar o sistema e a falsa democracia e, sobretudo, apoiar as lutas concretas dos trabalhadores. Assim, as promessas vazias dos políticos tradicionais dão lugar a um discurso de classe, de denúncia contra o capitalismo e defesa do socialismo. Segue hoje mais válida que nunca uma resolução da III Internacional sobre as eleições. Segundo ela, o parlamento burguês é um ponto de apoio secundário para o partido. "A campanha eleitoral em sim mesma deve ser conduzida, não no sentido da obtenção do máximo de mandatos parlamentares, mas no sentido da mobilização das massas", diz a resolução. Isso porque o que é importante, estratégico, para o partido revolucionário, é a mobilização das massas. As eleições são uma tática submetida a isso. Na medida em que os trabalhadores ainda mantêm suas ilusões nesse regime, o PSTU utiliza o curto espaço nas eleições para denunciá-lo e impulsionar as lutas. Frente Eleitoral de Esquerda Nessas eleições, defendemos uma frente de esquerda que unificasse sem nenhuma representação dos partidos burgueses. O objetivo é estimular uma alternativa dos trabalhadores contra o governo e também contra a oposição burguesa. Tal frente se formou na maioria das capitais do país incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, João Pessoa, Aracaju, Teresina, Salvador, Manaus e Goiânia. A frente não se concretizou em algumas cidades aonde onde os partidos da burguesia, como em Porto Alegre (com o PV, da base do governo Lula) e Macapá (PSB). A frente também não saiu aonde o alguns quis impor um critério arrogante e autoritário. Em Maceió, por exemplo. Candidaturas das lutas dos trabalhadores... Outro aspecto importante da participação dos socialistas nas eleições é a apresentação de candidatos que representam as lutas diretas dos trabalhadores. Nossos candidatos são lideranças grevistas que atuam direta e cotidianamente nas lutas de metalúrgicos, petroleiros, bancários, professores, servidores. Durante a campanha, o PSTU cederá seu tempo de TV para o apoio às greves que ocorrerem. Toda a campanha eleitoral será financiada com recursos dos próprios trabalhadores. Se eleito, o candidato colocará seu mandato à serviço da mobilização , não terá qualquer privilégio material e continuará vivendo com o mesmo salário que ganhava antes de eleito. Os discursos de nossos candidatos não apresentam promessas vazias Ao contrário, nossa campanha afirma que nada vai mudar sem uma ampla mobilização dos trabalhadores. Coloca a necessidade de parar de pagar a dívida aos estados e governo federal, para investir em saúde, educação e demais áreas sociais. Denuncia, por isso, a Lei de Responsabilidade Fiscal, que classifica como crime não pagar a dívida. ...e socialistas Coerente com essa política, um dos principais diferenciais das candidaturas desta opção clara pelo socialismo. Nenhuma mudança de fato vai ocorrer nos limites do capitalismo. A burguesia e os partidos reformistas acusam estes de "utópico". Querem fazer parecer estranho falar de socialismo nas eleições municipais, cujos problemas discutidos são buracos de ruas, a precariedade dos postos de saúde e das escolas. As propostas irreais, "utópicas" ou mesmo mentirosas, porém, partem desses partidos. Como melhorar a saúde, educação e demais áreas destinando a maior parte dos recursos ao pagamento da dívida aos banqueiros e especuladores? Como governar para a maioria do povo num sistema cujo sentido é perpetuar o lucro de poucos ao custo da miséria e exploração da maioria? Por isso, um programa coerente e realista de verdade não pode se restringir aos marcos do capitalismo. Só através do socialismo é possível resolver os problemas que afligem o cotidiano da grande massa dos trabalhadores. CONHEÇA AS CANDIDATURAS SOCIALISTAS E DE LUTA

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