10 de abr de 2009

Alienação

O filosofo Feuerbach investigou como se formou a religião e a criação dos deuses, sujeitos dotados de superlativos, um ser superior, isto é, o modo como seres humanos sentem necessidade de oferecer uma explicação para a origem e a finalidade do mundo. Pouco a pouco as pessoas vão esquecendo que elas são quem criou este ser e passam a acreditar no inverso, que foi este ser quem os criou e os governa. Passam a adora-lo, prestar-lhe culto, não se reconhecem num outro que eles mesmo o criaram, eles se alienam. Feuerbach chamou este fato de alienação. A alienação é um fenómeno pelo qual os homens criam ou produzem alguma coisa , dão independência a essa criatura em latim se diz alienus "outro", deixam se governar por ela. Marx não se interessou apenas pela alienação religiosa e trouxe o conceito para o social, interessou-se em compreender as causas pelas quais os homens ignoram que são criadores da sociedade, da politica da cultura e agentes da historia.É na práxis que o ser humano tem de comprovar a verdade, isto é, a realidade e o poder, o carácter terreno do seu pensamento. A disputa sobre a realidade ou não realidade de um pensamento que se isola da práxis é uma questão puramente escolástica. Escrito em fins de 1843 e publicado em 1844 Marx fala que a critica da alienação religiosa é pouco e parte para a critica da alienação social, portanto Marx sai da critica religiosa, para uma critica da "miséria real". Porque a alienação social?, porque os seres humanos não se reconhecem como sujeitos sociais, políticos históricos, como agentes criadores da realidade na qual estão inseridos acham que a miséria, a fome estão posto como algo divino e natural, não como algo criado e condicionado pelas condições de trabalho na qual as pessoas produzem o seu modo de viver. Quando alguém diz que uma pessoa é pobre porque quer, porque é preguiçosa, ignorante, está imaginando que somos o que somos somente por vontade própria, como se a organização e a estrutura da sociedade, da economia não tivesse influencia decisiva em nossas vidas, quando se diz "é pobre pela vontade de Deus" e não por situações concretas em que vivem as pessoas estamos utilizando de um certos preconceito, na qual a natureza fez alguns superiores e outros inferiores. A alienação social é o desconhecimento das condições históricas concretas pelas quais os homens são submetidos que sempre é fruto de um outro processo histórico com condição "determinada" O homem é levado a acreditar que não tem capacidade de gerir sua própria vida, não se reconhecem como autores da sua própria identidade, deixam que as instituições criadas os dirigam esquecendo que eles mesmo criou as instituições. João Filho- professor de história e pos graduando em met. do ensino de folosofia.

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