9 de mai de 2008

DIABO LOIRO,ELA ESTÁ DE VOLTA!!!

Aqui estaremos falando da falta de responsabilidade social das emissoras comerciais no que se refere a dois aspectos, que de fato são interligados: 1º) a competição selvagem por índices de audiência e retorno financeiro, sem que o governo faça cumprir leis existentes em vários níveis, até mesmo na Constituição. 2º) a falta de compromisso com o bem estar de crianças e adolescentes (o que significa toda a programação diurna e até às 22 horas, horário em que, na nossa cultura, os mais jovens estão expostos, desacompanhados, à influência da televisão.) Falaremos aqui sobre alguns aspectos da problemática da sexualização precoce. O enfoque pelo qual abordaremos este tema: não será aquele que implique qualquer desejo de volta da censura aos meios de comunicação; nem um enfoque moralista ou religioso que diga o que é certo ou errado. Números do Ministério da Saúde mostram que a maior causa de internação de meninas de 10 a 14 anos nos hospitais do SUS são os partos ou as conseqüências de abortos mal feitos. Em 2000, no Brasil, foram feitos cerca de 32000 atendimentos desse tipo. números do Serviço de Atendimento ao Adolescente da PMSP mostram que 50% das adolescentes engravidam nos primeiros 6 meses de atividade sexual; 20% no primeiro mês. Sabe-se que o Brasil é considerado uma das mecas do turismo sexual e da prostituição infantil no mundo É importante remarcar que a televisão é um veículo educativo e de promoção humana inigualável (deveria ser) e que no caso brasileiro ela está entre as melhores do mundo em qualidade técnica. mais o que está fazendo a nossa televisão? Ela inunda massivamente a criança com uma sexualidade adulta e muitas vezes pervertida. A criança possui uma sexualidade com características diferentes da sexualidade adulta, porque ela ainda não organizou todos aqueles impulsos e impressões eróticas dispersas, num todo coerente(Carlos Alberto Di Franco). Xuxa foi pioneira nesse fenômeno tão característico do Brasil de hoje que é a erotização das crianças. A banalização da sexualidade O acúmulo de cenas sexuais de todos os tipos sendo despejadas continuamente sobre a criança faz com que ela aprenda a ver o sexo como algo banal, que se faz porque todos fazem, porque o grupo pressiona e não pelo significado pessoal que possa ter.(Carlos Alberto Di Franco). É claro que XUXA, só existe em função de um contexto. O contexto é uma televisão sem freios, só comércio em busca de audiência, mais voltada para a formação de consumidores que de seres humanos. O uso da mulher como objeto do desejo masculino, no sentido de que a mulher é vista somente como um corpo, ou parte de um corpo, a ser usado e descartado e não como um ser humano com quem se relacionar em sua totalidade. XUXA Merece ser considerada um símbolo da permissividade da televisão brasileira. Junte-se a essa qualidade a da sacerdotisa do consumo que sempre foi, com a especialidade de dirigir sua pregação às crianças.É claro que ela não é a única responsável mas contribuiu muito para que o quadro esteja desta forma lamentável. Sábado próximo, dia dez (10) ela está de volta, por favor não assistam. João Filho,professor da rede pública de São Paulo.

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