
26 de jun. de 2008
Xenofobia

21 de jun. de 2008
SELVAGEM PARTE 2

SELVAGEM PARTE 1

16 de jun. de 2008
D
De Stedile a Joelmir Betting
João Pedro Stedile
Comentando seu comentário de ontem, no Jornal da Band
Estimado Joelmir Betting,
Vi seu comentário no Jornal da Band de ontem. E, me desculpe a petulância, mas gostaria também de comentar em respeito à sua trajetória histórica e à sua inteligência. (Não costumamos fazer isso, com outros comentaristas da direita, como os Rosenfields e Jabores da vida, que são pagos apenas para defender os interesses do lucro e do capital; e, por isso, usam suas línguas como cães-de-guarda a latir em defesa do patrão.)
Mas, fiquei provocado com sua frase de que o nosso MST não é mais um movimento social e apenas um movimento político, porque estamos mobilizados e ocupando algumas instalações de empresas.
Primeiro, desde o filósofo Sócrates, todos os seres humanos ao participarem de sociedades, têm vida política. A sociedade é uma organização em permanente disputa de poder, entre pessoas, grupos e classes. E, por isso, todos somos também políticos. Seu comentário e sua função são também políticos. E, obviamente, que todos atos do MST são também políticos, sem que, com isso, perdamos nossa condição de ser um movimento social que organiza trabalhadores do campo e da cidade para lutar por nossos direitos. E, assim, melhorar as condições de vida.
Aliás, sugiro que quando você comentar que a Bungue se apropriou das fábricas de fertilizantes privatizadas da Petrobras a preço de Banana, diga que, além do lucro, ela também praticou um ato político, pois está em busca do controle, do poder sobre a sociedade de um bem essencial, que são os fertilizantes para a agricultura. E por ela ter esse tamanho poder político atualmente é que se deu ao "direito" de aumentar o preço dos fertilizantes em 130% em apenas um ano.
A Votorantim também faz política, quando decide por conta e risco, ter poder sobre 650 famílias que vivem tranqüilamente no Vale do Ribeiro e, sem consultá-los, resolve tomar o rio, as águas e construir uma hidrelétrica para aumentar seus lucros.
Você se redimiu quando deixou a pergunta no ar aos telespectadores. "Vocês acham que esse tipo de luta ajuda a reforma agrária?"
A nossa resposta à sua pergunta está no manifesto que escrevemos coletivamente e que distribuímos aos milhares para a população brasileira, explicando porque estamos lutando (veja em: link do manifesto do MST ).
Um forte abraço
João Pedro Stedile
MST
PS: Ontem, nossos companheiros de Minas Gerais interromperam o trem da VALE, que passa carregado de minério dentro da cidade de Belo Horizonte e, nos últimos meses, já atropelou oito pessoas. Graças à nossa ocupação "política", a VALE assinou um termo de ajuste, no Ministério Público, se comprometendo em alguns meses a transferir os trilhos daquele bairro. A vitória foi intensamente comemorada pelos moradores do Bairro, ontem à noite. Foi a forma deles darem resposta à sua pergunta.
* Economista, Membro do MST

8 de jun. de 2008
Este ensaio faz referência à invasão da Baia dos porcos, em 16 de abril de 1961,
6 de jun. de 2008
SOLIDÃO

5 de jun. de 2008
VERGONHA
SOB AS ORDENS DO IMPERIALISMO
A intervenção no Haiti objetiva restaurar os bons tempos do governo semicolonial de Papa e Baby Doc e aumentar a pressão sobre Cuba, Venezuela e Argentina, que se nega a pagar incondicionalmente a nota escorchante apresentada pelos banqueiros europeus e norte-americanos.
O drama colonial do Haiti apresenta pouco de novo, à exceção da esdrúxula ação do governo Lula da Silva que, sem consultar o parlamento nacional, verbalizou a intenção de enviar 1.100 homens e eventualmente dirigir, em nome dos franco-americanos, a segunda etapa da intervenção no país. Sempre sob a bandeira da ONU, é claro.
São conhecidos os objetivos políticos da decisão irresponsável. O governo brasileiro almeja conquistar o apoio norte-americano a sua reivindicação de ingresso como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, no caso de eventual reforma do organismo. A proposta apóia-se no pretenso status internacional do Brasil.
Tamanho não é documento
Reivindicação que circunscreve a imensa irresponsabilidade do governo e dos articuladores da política externa nacional. Atualmente, o governo Lula sequer detém o controle dos destinos da nação, realidade materializada na incessante desnacionalização da indústria brasileira, na entrega do Banco Central a interventor do capital financeiro mundial, na submissão rasteiras aos ditames do FMI.
Nessas condições, um hipotético ingresso do Brasil como membro permanente do Conselho de Segurança ensejaria apenas que os exércitos nacionais se transformem em guardas pretorianas do grande capital mundial. Realidade que facilitaria eventuais intervenções em regiões da América Latina onde cresce a insurgência social e popular, como a Argentina, a Bolívia, a Colômbia, a Venezuela.
A decisão de Lula da Silva deu-se paradoxalmente na ausência de qualquer exigência franco-americana, ao contrário do ocorrido no início dos anos 1950, quando o presidente norte-americano Harry Truman espremeu duramente e retaliou o governo brasileiro para que participasse da intervenção multinacional na Coréia, também sob os auspícios da bandeira azulzinha da ONU.
Tempo de homens minúsculos
Na época, contra a opinião dos ministros da Fazenda e das Relações Exteriores, Vargas negou-se terminantemente a participar de aventura político-militar que não interpretava interesses do Brasil, elevados ou mesquinhos. As nações latino-americanas que enviaram tropas para o front penaram mais de quatro mil mortos.
Além de criminosa, a intenção do governo Lula é mesquinha. Ela planeja obter o bônus do apoio ao imperialista sem incorrer em qualquer ônus, ao enviar tropas brasileiras apenas após a pacificação da oposição popular ao governo fantoche haitiano imposta pelo tacão militar franco-americano.
Os soldados brasileiros desembarcaram num Haiti , apenas para realizar a sórdida e habitual repressão policial da população pobre. Espera-se, portanto, que não corram o risco de envolver-se em combates contra uma eventual resistência popular.
Revolução gloriosa
A imagem de um Haiti semi-selvagem e incapaz de se auto-administrar é construção racista do imperialismo yankee. O Haiti foi a primeira nação americana a conquistar a independência e o fim da escravidão, através da gloriosa sublevação de sua população escravizada que, semidesarmada, vergou os mais poderosos exércitos da época – francês, inglês e espanhol.
No preciso momento em que a sanha do colonialismo abate-se novamente sobre o pais sofrido. É difícil prever o pulsar profundo de um povo oprimido. No caso improvável, mas não impossível, de que a realidade não corresponda às expectativas, Lula da Silva e seus asseclas não poderão, como o serviçal presidente polonês, invocar terem sido enganados por Bush e Chirac.
Lula e seu governo vêm alienando a independência nacional, ao submeter o país incondicionalmente ao capital financeiro mundial e suas instituições. Agora, propõem envolver o exército brasileiro em operação de submissão semi-colonial de uma nação americana. E tudo sob o silêncio de partido que, um dia, se agrupou sob a bandeira vermelha dos trabalhadores das cidades e do campo do Brasil e do mundo.
Em defesa do Haiti
A eventual participação do Brasil na imposição armada de ordem semicolonial no Haiti manchará indelevelmente as mãos do governo Lula da Silva, do PT e dos partidos da aliança governamental com o sangue do povo haitiano, que já começa a ser vertido pelas tropas imperialistas franco-americanas.
Trabalhadores, democratas, as mulheres e os homens de bem do Brasil devem cerrar filas na luta pelo respeito pleno e incondicional do direito de autodeterminação e contra qualquer participação nacional na aventura imperialista, não importando qual bandeira serva de mortalha para o crime que já se perpetra contra o povo haitiano.
Sobretudo as direções do movimento negro organizado e a população afro-descendente brasileira devem levantar-se na defesa intransigente desse povo mártir, heróico protagonista no passado da mais radiosa saga libertária americana. Saga pela qual foi e continua sendo punido pelos senhores das riquezas e do poder do passado e do presente.
Mário Maestri é historiador
HAITI
• O Haiti é o país mais pobre do continente. Dois terços de sua população vive na mais absoluta pobreza. Muitas famílias sobrevivem com menos de um dólar por dia e a expectativa de vida média da população chega a apenas 45 anos. Isto é resultado de brutal pilhagem colonial e imperialista que o país sofreu ao longo de sua história. História que também está marcada por lutas heróicas.
A era moderna do Haiti é inaugurada por um genocídio. Em 1492, Cristóvão Colombo descobre a ilha de La Española, hoje em dia dividida entre Haiti, ao ocidente (oeste), e a República Dominicana, ao Oriente (leste). Em menos de meio século, a maioria de seus primitivos habitantes, mais de 300 mil índios taínos, havia sido exterminada, dizimada pela escravidão nas minas de ouro, em massacres e epidemias. A partir de 1505, é introduzido na ilha o cultivo da cana de açúcar. Barcos negreiros trazem escravos africanos para trabalharem no plantio. Na medida em que os colonos espanhóis, frente ao esgotamento das minas de ouro, abandonam a ilha rumo a América do Sul, os franceses ocupam a ilha de Tortuga, no norte do Haiti. Em 1697, a Espanha aceita a soberania francesa nessas terras que, após um século, recebem o nome de Haiti.
Graças ao cultivo da cana de açúcar, cuja importância era similar a de petróleo atualmente, o Haiti se converte em uma das colônias mais ricas do mundo. Uma riqueza que se baseava na brutal exploração de mais de 500 mil escravos africanos obrigados a trabalhar de sol a sol em condições desumanas. No momento da Revolução Francesa, a população de escravos é dez vezes maior do que a de brancos e de homens livres, majoritariamente mestiços e negros que obtiveram ou compraram sua liberdade.
Quando começaram a chegar os primeiros ecos da Revolução Francesa, em 1789, as aspirações de liberdade se expressam na voz de Toussaint Louverture, o Espartaco Negro. Sua figura domina a história até 1804, quando o Haiti conquista sua independência. Mais de 200 mil pessoas, a maior parte negros, morreram durante aquela revolução. Foi não só a primeira revolução anti-colonial triunfante na América Latina como, também, a primeira revolução vitoriosa de escravos no mundo.
Mas a economia haitiana estava em ruínas. As plantações haviam sido devastadas e ressurgiu o antagonismo entre a maioria negra e a minoria mestiça. Temendo um contágio abolicionista, as potências dessa época, que em sua maioria não haviam abolido a escravidão, isolaram e marginalizaram a jovem República negra. A guerra pela independência na América espanhola e uma larga série de guerras civis que sucederam impediram também a unidade de ambos os processos revolucionários.
As autoridades haitianas temiam que a França lançasse uma invasão. Paris, buscando recuperar sua antiga colônia, reclama em 1814 uma compensação no valor de 150 milhões de francos em ouro, para indenizar os colonos. Em 1838, a França reconhece a independência do Haiti, sobre a base da aceitação dessa “dívida”, agora reduzida a 90 milhões de francos. Até 1883, o Haiti pagou em partes o total dessa indenização. Em 2003, Aristide lançou uma campanha exigindo da França o reembolso dessa “dívida da independência”, cujo valor atualizado chega a 21,6 milhões de dólares. Obviamente, a França não pagou.
Durante o século XIX, o peso dessa dívida nas finanças do Haiti, a devastação das florestas e o empobrecimento do solo causado pela exploração excessiva durante o período colonial afetaram o desenvolvimento da nova República negra. Os choques internos originaram várias guerras civis e até a divisão temporária do país. Isso aprofundou o antagonismo entre as massas de ex-escravos, que sobreviviam nas zonas rurais, e a nova burguesia oligárquica urbana, sobretudo mestiça, que enriqueceu com o comércio de café. Sucederam-se golpes de Estado, motins e golpes palacianos.
No século XX mudam os protagonistas, mas não a realidade de pilhagem e miséria. Também vai emergir como potência dominante o imperialismo norte-americano. A partir daí, a América Central e o Caribe são considerados pelos EUA como seu “quintal”.
Inicia-se, então, a política do “Big Stick” (grande tacão) para demonstrar quem realmente manda. O verdadeiro significado dessa política fica evidente com a frase de presidente Monroe “América para os americanos”. Começa então uma série de invasões a distintos países da região. O Haiti foi ocupado pelos soldados dos EUA em 1915, que lá permanecem até 1934. Eles tomaram o controle da aduana e criaram exércitos para defender seus interesses. Depois, em 1957, eles irão apoiar a ditadura dos Duvalier, varrida em 1986 por uma imensa rebelião popular. Começa assim a história recente que analisamos no artigo principal dessa edição do Correio Internacional.
Atualmente, o domínio ianque da economia haitiana é quase absoluto: 89% das importações e 65% das exportações se realizam com os EUA. Aliado com uma pequena oligarquia mestiça (menos de 5% da população) e branca (pouco mais de 1%), oprimem e exploram a imensa maioria negra. Nas últimas décadas, à tradicional produção de café, rum e tabaco, foram agregadas também indústrias de vestido e de brinquedos para exportação, como as maquiladoras nas chamadas “zonas livres” de Porto Príncipe. Nelas as empresas multinacionais pagam salários de fome e ganham fortunas.
Como uma amarga ironia do capitalismo, uma parte destas roupas volta ao Haiti já usada, reingressadas por expressas estrangeiras para vendê-las a preços baixos ou como parte da hipócrita ajuda humanitária do imperialismo. A maioria dos haitianos só usa estas roupas de segunda mão porque não pode comprar uma nova, nem mesmo os que trabalham nas fábricas que as produzem.
FONTE:Correio Internacional - Liga Internacional dos Trabalhadores.
PESQUISA -João Filho, professor da rede pública de São Paulo
4 de jun. de 2008
1 de jun. de 2008
LUCIANO HUCK !!!

Mas quem são os burgueses, afinal? Esse nome vem da palavra burgo. No período final da Idade Média, os burgos eram vilas, locais situados fora dos feudos, onde grupos de comerciantes e negociantes moravam e realizavam suas atividades. Assim, os burgueses passaram a ser identificados com os indivíduos que praticavam o comércio e ganhavam dinheiro. Em decorrência disso, com o desenvolvimento do capitalismo Industrial, a expressão "burguesia" passou a designar a classe dos ricos proprietários de indústrias e dos grandes negociantes.
Tudo indica que, a partir do século 18, a maior fonte de riqueza era a propriedade dos meios de produção (fábricas e equipamentos) pelos capitalistas (aqueles que têm o capital, ou seja, o dinheiro para adquirir esses meios). Já a maior parte das outras pessoas da sociedade, que não tinham esses recursos, viam-se forçados a se empregar nas fábricas, vendendo seu trabalho em troca de um salário. Através do trabalho, os operários (também chamados de proletários) geram riqueza para os capitalistas. Estes, além de cobrir seus custos com a produção, também conseguem obter lucros através da mais valia.(O custo de manutenção da força de trabalho (operário, maquinas) constitui seu valor; a mais-valia é a diferença entre o valor produzido pela força de trabalho e o custo de sua manutenção).
Segundo Adam Smith, o jogo econômico era regido pela lei da oferta e da procura. Dentro dessa lógica, ninguém - particularmente o Estado - deve interferir no mercado, onde vigora uma competição, em que os mais capazes obterão melhores resultados. A lei do mais forte ( Darwinismo social ) Depois que Darwin apresentou as suas teses a respeito do desenvolvimento natural do Homem e das sociedades, alguns grupos de cientistas e sociólogos levaram-nas muito “à letra” e, em certo sentido, de forma errónea. O termo “Darwinismo social”, divulgado em 1944 pelo historiador Richard Hofstadter (principalmente), traduziu-se numa tendência geral em analisar o ponto evolutivo das civilizações daquela época, relacionando o grau de desenvolvimento com a sua capacidade de adaptação, e, por conseguinte, a considerar a existência de sociedades fracas e sociedades fortes, sendo as primeiras subjugadas ao poder das outras. No fundo, é a conversão de uma teoria biológica numa doutrina social que assiste à sua aplicação no âmbito político. As conclusões desta mentalidade e ideologia extremista constituíram um retrocesso em todo o processo em vista à igualdade e liberdade dos povos, à sua própria auto determinação, e as suas consequências práticas foram dramáticas, uma mancha triste na História da humanidade.
O programa CALDEIRÃO DE LUCIANO HUCK, e a apresentação do quadro SOLETRANDO, nos lembra este contexto (tantos outros são iguais). O garoto Éder Coimbra ganhou das outras duas finalistas, a Thafne Souza do Paraná de 12 anos e a Amanda Costa do Rio de Janeiro de 13 anos. Éder é de Minas Gerais e estuda em uma escola pública. Seu pai disse que são muito pobres e sobrevivem com cerca de 200 reais por mês. " Apesar das dificuldades para estudar, este é um exemplo de que, não importa se é escola pública ou particular, o aluno aprende, bastar querer". Este é um pensamento da ideologia burguesa o sistema capitalista exclui a maioria, quantos ganharam R$ 100.000,00 de prémio para aplicar na sua formação? e os demais brasileiros que não tem acesso a educação digna o que farão? continuam no farol vendendo bala ou catando no lixões frente aos nossos olhos resignados e omisso?. É claro que o Joaquim e Benício,(filhos do Huck com a ?apresentadora? Angélica) tem seus futuros garantidos. Não precisamos de migalhas queremos dignidade e no capitalismo isto é impossível pois é intrínseco do sistema a exclusão da maioria para favorecer uns poucos.
Assistir ao documentário ILHA DAS FLORES.
João Filho, professor da rede pública de São paulo.
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